segunda-feira, agosto 22, 2005

Luz que perdurará

Ultraviolet (ligth my way)

Sometimes I feel like I don't know

Sometimes I feel like checkin' out
I want to get it wrong
Can't always be strong
And love it won't be long...
Oh sugar, don't you cry
Oh child, wipe the tears from your eyes
You know I need you to be strong
And the day is as dark as the night is long
Feel like trash, you make me feel clean
I'm in the black, can't see or be seen
Baby, baby, baby...light my way
You bury your treasure
Where it can't be found
But your love is like a secret
That's been passed around
There is a silence that comes to a house
Where no one can sleep
I guess it's the price of love
I know it's not cheap
Baby, baby, baby...light my way
I remember
When we could sleep on stones
Now we lie together
In whispers and moans
When I was all messed up
And I had opera in my head
Your love was a light bulb
Hanging over my bed
Baby, baby, baby...light my way

(Letra duma música dos U2)



Personagem dum conto de fadas, princesa
Menina dos cabelos aos caracóis doirados
Na memória do teu sorriso afogo a tristeza
(Quantos corações ficaram despedaçados!!)

Foste como um cometa, belo e cintilante
Deixando um rasto de cores, cheia de vida
Partiste como chegaste, inesperadamente
Mas a tua Luz perdura, não será esquecida


(Em memória duma amiga)

quinta-feira, agosto 11, 2005

Bar de Alterne

Dois dedos de conversa, cinco tragos de vinho
Canção estranha, de voz rouca e melodia triste
Colocas a mão dentro da minha camisa de linho
Procuras fraqueza onde a maior das forças existe

A bebida não é para esquecer, não é afogamento
Apenas um passar de tempo neste antro de fantasia
E tu fazes parte dela, és uma imagem, um momento
Uma droga leve que não deixa ressaca mas vicia

segunda-feira, agosto 08, 2005

Fica para depois…

Beijas-me a face em jeito de brincadeira
Fico sem reacção, surpreendido…corado
Notas a timidez e lanças achas na fogueira
Envolvendo-me então num abraço apertado
As palavras não saem, de nenhuma maneira
E ainda bem, o melhor é mesmo ficar calado
Desfrutar assim do teu abraço, sentir o teu respirar
Deixar para depois as coisas que temos para falar

segunda-feira, julho 04, 2005

Momento

Chegas ao de leve como a brisa fresca na Primavera
Vestido branco, decote que me enlouquece de desejo
Mas que tortura foram estes trinta minutos de espera
Esquecidos na doçura do sorriso e na ternura do beijo

Pele de seda que percorro em descoberta afortunada
(Será que ainda é cedo para tão arriscada investida?)
Palavras que me atrevo a dizer nesta tentativa ousada
No lume do teu corpo noto contente que estás rendida

Na areia molhada, leito de luxúria agora improvisado
Fundimo-nos então num prazer imenso e irreflectido
Não pensamos no futuro, muitos menos no passado
Apenas neste momento que aos sentidos é oferecido

quinta-feira, junho 30, 2005

Encantamento

Acordo duma sesta repousante junto ao belo Lago da Serpente
Não é fácil crer na estranha visão que tenho, resplandecente
É como se mil sois me cegassem sem qualquer tipo de dor
E no meio a silhueta da Fada Bela em seu supremo esplendor

“Vem jovem guerreiro” diz a voz que me enternece e encanta
“Vem comigo para o outro lado, onde o Peru das Neves canta
Onde os Gigantes de pêlo branco são mestres do pensamento”
E fiquei livre para sempre, preso a este sublime encantamento

sexta-feira, junho 24, 2005

Engate de Bar

Melodia perdida dos anos dourados da brilhantina
Copo de whisky que aquece e amadurece a garganta
Olhares trocados, afáveis gestos de beleza feminina
Conversas soltas, sorriso de tentação que me encanta

Jogo de sedução, o charme é tudo e o resto é nada
Abres-te para mim num confessado desejo ardente
Último trago na bebida áspera, estamos de abalada
Noite que é sempre igual, noite que passa diferente